O Sindicato
dos Trabalhadores da Fiat, montadora que patrocina a Juventus, decretou greve
por dois dias devido à contratação do português Cristiano Ronaldo pelo time
italiano. A paralisação terá início no próximo domingo, 15.
De acordo
com o sindicato, funcionários estão insatisfeitos com os investimentos feitos
em apenas um jogador de futebol e questionam diferença de tratamento dado aos
trabalhadores da multinacional e o clube de Turim.
“Não é
aceitável que os trabalhadores continuem fazendo enormes sacrifícios
econômicos, enquanto a companhia gasta milhões de euros num jogador. Dizem que
os tempos estão difíceis, que precisamos recorrer a redes de segurança social,
à espera do lançamento de novos modelos, que nunca chegam. E enquanto os
trabalhadores e suas famílias apertam os cintos cada vez mais, a empresa decide
investir muito dinheiro em um único recurso humano! Isso é justo? É normal que
uma pessoa ganhe milhões, enquanto milhares de famílias não conseguem nem
chegar ao meio do mês?”, protesta o comunicado divulgado pelo sindicado.
A Juventus
desembolsou 105 milhões de euros (R$ 471 milhões) para contratar o jogador
de 33 anos. Cristiano Ronaldo vai receber 30 milhões de euros por ano (R$ 136
milhões/ano) pelo acordo.
Confira a
íntegra da nota emitida pelo sindicado dos trabalhadores da Fiat:
Não é
aceitável que os trabalhadores da FCA (Fiat Chrysler Automobiles) e da CNH
Industrial continuem fazendo enormes sacrifícios econômicos, enquanto a
companhia gasta centenas de milhões de euros num jogador.
Dizem que os
tempos estão difíceis, que precisamos recorrer a redes de segurança social, à
espera do lançamento de novos modelos, que nunca chegam. E enquanto os
trabalhadores e suas famílias apertam os cintos cada vez mais, a empresa decide
investir muito dinheiro em um único recurso humano!
Isso é
justo? É normal que uma pessoa ganhe milhões, enquanto milhares de famílias não
conseguem nem chegar ao meio do mês?
Somos todos
funcionários do mesmo proprietário, mas essa diferença de tratamento não pode e
não deve ser aceita.
Os
trabalhadores da Fiat conquistaram a fortuna da empresa por pelo menos três
gerações, mas, em troca, receberam apenas uma vida de miséria.
A empresa
deve investir em modelos de carros que garantam o futuro de milhares de
pessoas, em vez de enriquecer apenas uma.
Esse deveria
ser o objetivo, uma empresa que coloca os interesses de seus funcionários em
primeiro lugar. Se não é, é porque eles preferem o mundo do futebol,
entretenimento e tudo mais.
Pelos
motivos descritos acima, a Unione Sindacale di Base declarou uma greve na FCA
Melfi entre as 22h do domingo, 15 e 18 de julho, na terça-feira, 17 de julho.

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